terça-feira, 15 de maio de 2012

PRECISAMOS DE POLÍTICA SIM




Este texto foi escrito como resposta a um amado irmão no Facebook depois de chamar para a reflexão sobre a crítica que faço da relação promíscua entre igreja (instituição religiosa) e política. Este é a resposta corrigida e ampliada.

Meu amado irmão xxxxxxxx, quero dizer-te que entendo tua colocação de que os candidatos  devam realizar obras de caridade, todavia a ação política é muito mais abrangente do que a filantropia (obras de caridade) e para ser bem franco nem é papel do legislativo (a ação direta) seja na esfera que for, o executivo sim tem o dever, mas não o de realizar filantropia e sim de promover políticas públicas que contemplem os menos favorecidos combatendo assim a tão famigerada desigualdade social!

 A filantropia, bem, este papel é meu e teu, sobre tudo como igreja, nós é que devemos meter a mão no bolso e ajudar aos irmãos em Cristo e aos demais necessitados que nos cercam! Agora, se por ventura alguém o fizer em sendo um político, que o faça, mas não na condição de agentes públicos e sim de indivíduos, cidadãos e acima disso tudo como discípulos de Jesus! Sei que o texto que escrevi O Ano da Panaceia, é uma dura crítica que faço, entretanto, quero deixar claro que não demonizo a política, antes louvo a Deus por viver em um país livre regido por uma constituição democrática (de uma consciência democrática adolescente, mas isso deixa pra lá, outro momento falamos disso) aonde três poderes são constituídos: o Legislativo, o Executivo e o Judiciário. Dos quais dois são eleitos pela população e isso é fabuloso (poderia ser melhor em todos os três sendo eleitos)! 

Não discordo sob hipótese alguma da participação de crentes no processo político, penso que nossa sociedade precisa de gente capacitada, articulada, lúcida, humana, apaixonada e por que não, atuando no Legislativo e no Executivo, gente cheia de fé e do Espírito Santo? Por que não, gente como o governador José, o estadista Daniel, os políticos Willian Wilberforce, Abraham Kuyper, John Whiterspoon, John Quincy Adams, o mobilizador social Martin Luther King Jr, a missionária Dorothy Stang quem quer que seja que queira representar seu povo sendo um discípulo de Jesus não pode oferecer um padrão menor do que este e nós também não podemos aceitar nada menos do que isso.

Do que discordo é do discurso de que a igreja precisa de políticos, mentira! A Igreja nunca precisou e não precisa de políticos para defendê-la, quem a defende é o Senhor Jesus que deixou claro para Saulo no caminho de Damasco que as dores da Igreja são sentidas também por Ele e Ele, Jesus, assume as guerras da Igreja (At 9), agora quem precisa, repito, é a sociedade como um todo! Discordo de gente sem histórico de luta pelo bem comum que por conchavos e interesses pessoais é empurrado goela baixo para que a comunidade cristã os eleja. Discordo da falta de respeito para com o sofrido povo evangélico que de forma recorrente é usado como massa de manobra para dar destaque a quem não deve.

Meu amado tudo neste país acontece de forma legal, ou seja, na forma da lei e esta legalização passa por meio do processo político, a título de exemplo leis como: o Laicismo do Estado, os Direitos Trabalhistas, o Voto Feminino, a Liberdade de Expressão e Consciência, o SUS (Sistema Único de Saúde), a Lei Maria da Penha, o Estatuto da Criança e do Adolescente, o Estatuto do Idoso, o Combate a pedofilia é tudo produto do trabalho político. 

Existe muito a avançar a Reforma Política, a Reforma Tributária, a Reforma Agraria, a Reforma do Código Penal bem como do Código de Processo Penal, as políticas de Reparação enfim. Observe o que diz André Rezende da Revista Raça: “... Pra finalizar, tem a Lei 9.504, que proíbe satirizar ou ridicularizar candidatos e partidos políticos durante o período de campanha eleitoral, porém, na história da nossa frágil democracia, a população é constantemente ridicularizada por políticos ou aspirantes a tal, seja em relação a leis absurdas que eles mesmos inventam ou com slogans de campanhas que abusam de nossa inteligência, como, por exemplo: Você sabe o que um deputado federal faz? Eu também não! Vote em mim que eu te conto. (slogan de um palhaço, literalmente)...”.

Vendo por este angulo não te parece que na qualidade de brasileiros precisamos de políticos e bons políticos? Agora não basta ser cristão, é preciso ter vocação, altruísmo, capacidade, seriedade e muita entrega muita disposição, muita paixão de ver sua gente melhor esse deve ser o coração do político ainda mais se ele for discípulo de Jesus de Nazaré.


David Sander Soares Pinheiro

domingo, 13 de maio de 2012

SÓCRATES ERA ATEU?



          Há quem se pronuncie no sentido de elencar o dito filósofo no rol dos famosos ateus. Uma revista especializada em história chegou a publicar uma matéria relatando Sócrates como um ateu.
          A associação do filósofo com o ateísmo pode ser pelo fato dos gregos terem passado à história como uma sociedade pensante, racional, enquanto esta condição é contraposta à religiosidade.
          Mas ele não foi ateu.
          Sócrates foi julgado por 500 juízes e condenado a beber cicuta (uma espécie de chá venenoso) por dois motivos especiais.
         O primeiro motivo tem ligação com os fatos ocorridos nos anos 411, 404 e 401, quando houve diversas tentativas de golpe contra a democracia ateniense, todas sem êxito. Dentre os principais elementos envolvidos nessa tentativa estavam os discípulos diretos de Sócrates. Vale lembrar que o sistema democrático apresentado pelos gregos nunca foi bem visto pela “trindade” da filosofia grega (Sócrates, Platão e Aristóteles), visto que, segundo os três, somente filósofos deveriam gerir o Estado.
          No entanto, a democracia permite que ascendam ao poder qualquer do povo, guardadas as condições mínimas para tal intento. O fato dos discípulos de Sócrates se envolverem na tentativa de golpe levou o Estado a julgar que o preceptor dos mesmos (ou seja, Sócrates) fosse o grande responsável por aquela situação. Por isto foi acusado de estar corrompendo a juventude.
          O segundo motivo da condenação aponta para o fato de Sócrates ter blasfemado contra os deuses gregos, mas não pelo fato dele ser descrente com relação a esses deuses; muito pelo contrário: Sócrates era crente em Zeus e, dos escritos que há acerca do filósofo, é possível ver claramente que ele se reporta de modo exaustivo a fatos de ordem espiritual, de cuja crença nunca se desgarrou. Estava certo de que gozaria de paz eterna. Platão discípulo de Sócrates em sua obra Fédon descreve que: “agrupam-se os discípulos à volta do mestre amado. Chama, Sócrates, um deles para ao pé de si e afaga-lhe os cabelos enquanto explica as suas ideias sobre a vida e a morte, e a imortalidade da alma. É a morte ou um sono eterno, suave esquecimento imortal em que não existe perseguição, nem injustiça, nem desilusão, nem sofrimento, nem aflição ou é uma porta através da qual passamos da terra para o céu, o átrio que conduz ao palácio de Deus. E lá meus amigos ninguém é morto por suas opiniões... Alegrem-se, portanto, e não deplorem o meu pensamento... Quando me descerem à sepultura, digam que estão a enterrar-me apenas o corpo e não a alma... todo o longo discurso que acabo de fazer para vos demonstrar que, ao beber o veneno, não permanecerei convosco, mas que vos deixarei e irei gozar felicidade e bem-aventurança.
          Na verdade, o real motivo da acusação de blasfêmia é pelo fato dele ter afirmado que tinha um oráculo pessoal, comunicação direta com Delfos, algo não aceito na religião grega.
          Veja a descrição de Platão sobre o momento em que Sócrates está prestes a beber a cicuta: “Aproxima-se a hora do pôr do sol. Entra o carcereiro com a cicuta. Diz o carcereiro: - Peço-vos que não vos zangueis comigo, oh Sócrates, pois outros como sabeis, são a criminosa causa de vossa morte, e não eu. Isto dizendo, o carcereiro estende a taça a Sócrates e rompe em pranto ao voltar-lhe as costas. Nós outros, narra Platão, também não pudemos por mais tempo suportá-lo, e, apesar de nós mesmos, corriam-nos abundantes as lágrimas... Apenas Sócrates se mantinha calmo. Dizia Sócrates: - Que tolice é essa? Mandei embora as mulheres principalmente para evitar uma cena semelhante... Aquietai-vos, pois, e deixai-me morrer em paz... pois ao menos é permitido, como na verdade é dever, orar aos deuses, para que bendigam nossa viagem e a tornem feliz. Isso é o que lhes peço e assim seja.”
          Incrivelmente, apesar de todo o saber que lhe é atribuído, não se separou das crenças relacionadas aos deuses gregos.
          Sócrates nem era ateu nem deísta. Era teísta convicto.
          Penso que se os ateus precisam de alguém para enfileirar as suas trincheiras, o majestoso filósofo grego está fora deste time. Sócrates cria, não está em questão a natureza da fé de Sócrates, mas apenas registrar sua fé. O Pr. Caio Fábio diz que em via de regra, o ateísmo nada mais é do que uma resposta de desilusão, para com a religião judaico-cristã, com raríssimas exceções, uma vez que, não encontramos índios ateus, pois a fé é inerente ao gênero humano.
          Crer ou não é uma questão relacionada a subjetividade de cada um de nós, apenas sejamos mais coerentes em usar personagens históricos tão relevantes para respaldar o que quer que seja!  




David Sander Soares Pinheiro

sábado, 12 de maio de 2012

OS CINCO SOLAS DA REFORMA HOJE



Os Cinco Solas da Reforma Hoje
Sola Scriptura, Sola Christus, Sola Gratia, Sola Fide, Soli Deo Gloria
por
Declaração de Cambridge


Meus amados penso que os pilares da Reforma precisam ser conhecidos por essa geração, afinal foram consciências tomadas por estas convicções que Deus usou para impactar o mundo de sua época. Não estou com isso justificando os pecados dos reformadores  não tenho tal pretensão, pois, ainda que a tivesse só Deus pode tratar neste âmbito. Agora, a construção de uma compreensão mais próxima do espírito cristão da Bíblia Sagrada, bem, ai não dá para negar o resgate feito por estes homens neste período da história. Aqui está uma ideia dos mesmos princípios, todavia, contextualizados ou seja colocados dentro do nosso tempo e da nossa época. Leia e veja o que isso vai gerar em seu coração!

SOLA SCRIPTURA: A Erosão da Autoridade

Só a Escritura é a regra inerrante da vida da igreja, mas a igreja evangélica atual fez separação entre a Escritura e sua função oficial. Na prática, a igreja é guiada, por vezes demais, pela cultura. Técnicas terapêuticas, estratégias de marketing, e o ritmo do mundo de entretenimento muitas vezes tem mais voz naquilo que a igreja quer, em como funciona, e no que oferece, do que a Palavra de Deus. Os pastores negligenciam a supervisão do culto, que lhes compete, inclusive o conteúdo doutrinário da música. À medida que a autoridade bíblica foi abandonada na prática, que suas verdades se enfraqueceram na consciência cristã, e que suas doutrinas perderam sua proeminência, a igreja foi cada vez mais esvaziada de sua integridade, autoridade moral e discernimento.Em lugar de adaptar a fé cristã para satisfazer as necessidades sentidas dos consumidores, devemos proclamar a Lei como medida única da justiça verdadeira, e o evangelho como a única proclamação da verdade salvadora. A verdade bíblica é indispensável para a compreensão, o desvelo e a disciplina da igreja.A Escritura deve nos levar além de nossas necessidades percebidas para nossas necessidades reais, e libertar-nos do hábito de nos enxergar por meio das imagens sedutoras, clichês, promessas e prioridades da cultura massificada. É só à luz da verdade de Deus que nós nos entendemos corretamente e abrimos os olhos para a provisão de Deus para a nossa sociedade. A Bíblia, portanto, precisa ser ensinada e pregada na igreja. Os sermões precisam ser exposições da Bíblia e de seus ensino, não a expressão de opinião ou de idéias da época. Não devemos aceitar menos do que aquilo que Deus nos tem dado.A obra do Espírito Santo na experiência pessoal não pode ser desvinculada da Escritura. O Espírito não fala em formas que independem da Escritura. À parte da Escritura nunca teríamos conhecido a graça de Deus em Cristo. A Palavra bíblica, e não a experiência espiritual, é o teste da verdade.Tese 1: Sola Scriptura. Reafirmamos a Escritura inerrante como fonte única de revelação divina escrita, única para constranger a consciência. A Bíblia sozinha ensina tudo o que é necessário para nossa salvação do pecado, e é o padrão pelo qual todo comportamento cristão deve ser avaliado.Negamos que qualquer credo, concílio ou indivíduo possa constranger a consciência de um crente, que o Espírito Santo fale independentemente de, ou contrariando, o que está exposto na Bíblia, ou que a experiência pessoal possa ser veículo de revelação.

SOLO CHRISTUS: A Erosão da Fé Centrada em Cristo

À medida que a fé evangélica se secularizou, seus interesses se confundiram com os da cultura. O resultado é uma perda de valores absolutos, um individualismo permissivo, a substituição da santidade pela integridade, do arrependimento pela recuperação, da verdade pela intuição, da fé pelo sentimento, da providência pelo acaso e da esperança duradoura pela gratificação imediata. Cristo e sua cruz se deslocaram do centro de nossa visão.Tese 2: Solus Christus. Reafirmamos que nossa salvação é realizada unicamente pela obra mediatória do Cristo histórico. Sua vida sem pecado e sua expiação por si só são suficientes para nossa justificação e reconciliação com o Pai.Negamos que o evangelho esteja sendo pregado se a obra substitutiva de Cristo não estiver sendo declarada e a fé em Cristo e sua obra não estiver sendo invocada.

SOLA GRATIA: A Erosão do Evangelho

A Confiança desmerecida na capacidade humana é um produto da natureza humana decaída. Esta falsa confiança enche hoje o mundo evangélico – desde o evangelho da auto-estima até o evangelho da saúde e da prosperidade, desde aqueles que já transformaram o evangelho num produto vendável e os pecadores em consumidores e aqueles que tratam a fé cristã como verdadeira simplesmente porque funciona. Isso faz calar a doutrina da justificação, a despeito dos compromissos oficiais de nossas igrejas.A graça de Deus em Cristo não só é necessária como é a única causa eficaz da salvação. Confessamos que os seres humanos nascem espiritualmente mortos e nem mesmo são capazes de cooperar com a graça regeneradora.Tese 3: Sola GratiaReafirmamos que na salvação somos resgatados da ira de Deus unicamente pela sua graça. A obra sobrenatural do Espírito Santo é que nos leva a Cristo, soltando-nos de nossa servidão ao pecado e erguendo-nos da morte espiritual à vida espiritual.Negamos que a salvação seja em qualquer sentido obra humana. Os métodos, técnicas ou estratégias humanas por si só não podem realizar essa transformação. A fé não é produzida pela nossa natureza não-regenerada.

SOLA FIDE: A Erosão do Artigo Primordial


A justificação é somente pela graça, somente por intermédio da fé, somente por causa de Cristo. Este é o artigo pelo qual a igreja se sustenta ou cai. É um artigo muitas vezes ignorado, distorcido, ou por vezes até negado por líderes, estudiosos e pastores que professam ser evangélicos. Embora a natureza humana decaída sempre tenha recuado de professar sua necessidade da justiça imputada de Cristo, a modernidade alimenta as chamas desse descontentamento com o Evangelho bíblico. Já permitimos que esse descontentamento dite a natureza de nosso ministério e o conteúdo de nossa pregação.Muitas pessoas ligadas ao movimento do crescimento da igreja acreditam que um entendimento sociológico daqueles que vêm assistir aos cultos é tão importante para o êxito do evangelho como o é a verdade bíblica proclamada. Como resultado, as convicções teológicas freqüentemente desaparecem, divorciadas do trabalho do ministério. A orientação publicitária de marketing em muitas igrejas leva isso mais adiante, apegando a distinção entre a Palavra bíblica e o mundo, roubando da cruz de Cristo a sua ofensa e reduzindo a fé cristã aos princípios e métodos que oferecem sucesso às empresas seculares.Embora possam crer na teologia da cruz, esses movimentos a verdade estão esvaziando-a de seu conteúdo. Não existe evangelho a não ser o da substituição de Cristo em nosso lugar, pela qual Deus lhe imputou o nosso pecado e nos imputou a sua justiça. Por ele Ter levado sobre si a punição de nossa culpa, nós agora andamos na sua graça como aqueles que são para sempre perdoados, aceitos e adotados como filhos de Deus. Não há base para nossa aceitação diante de Deus a não ser na obra salvífica de Cristo; a base não é nosso patriotismo, devoção à igreja, ou probidade moral. O evangelho declara o que Deus fez por nós em Cristo. Não é sobre o que nós podemos fazer para alcançar Deus.Tese 4: Sola Fide. Reafirmamos que a justificação é somente pela graça somente por intermédio da fé somente por causa de Cristo. Na justificação a retidão de Cristo nos é imputada como o único meio possível de satisfazer a perfeita justiça de Deus.Negamos que a justificação se baseie em qualquer mérito que em nós possa ser achado, ou com base numa infusão da justiça de Cristo em nós; ou que uma instituição que reivindique ser igreja mas negue ou condene sola fide possa ser reconhecida como igreja legítima.

SOLI DEO GLORIA: A Erosão do Culto Centrado em Deus

Onde quer que, na igreja, se tenha perdido a autoridade da Bíblia, onde Cristo tenha sido colocado de lado, o evangelho tenha sido distorcido ou a fé pervertida, sempre foi por uma mesma razão. Nossos interesses substituíram os de Deus e nós estamos fazendo o trabalho dele a nosso modo. A perda da centralidade de Deus na vida da igreja de hoje é comum e lamentável. É essa perda que nos permite transformar o culto em entretenimento, a pregação do evangelho em marketing, o crer em técnica, o ser bom em sentir-nos bem e a fidelidade em ser bem-sucedido. Como resultado, Deus, Cristo e a Bíblia vêm significando muito pouco para nós e têm um peso irrelevante sobre nós.Deus não existe para satisfazer as ambições humanas, os desejos, os apetites de consumo, ou nossos interesses espirituais particulares. Precisamos nos focalizar em Deus em nossa adoração, e não em satisfazer nossas próprias necessidades. Deus é soberano no culto, não nós. Nossa preocupação precisa estar no reino de Deus, não em nossos próprios impérios, popularidade ou êxito.Tese 5: Soli Deo Gloria. Reafirmamos que, como a salvação é de Deus e realizada por Deus, ela é para a glória de Deus e devemos glorificá-lo sempre. Devemos viver nossa vida inteira perante a face de Deus, sob a autoridade de Deus, e para sua glória somente.Negamos que possamos apropriadamente glorificar a Deus se nosso culto for confundido com entretenimento, se negligenciarmos ou a Lei ou o Evangelho em nossa pregação, ou se permitirmos que o afeiçoamento próprio, a auto-estima e a auto-realização se tornem opções alternativas ao evangelho.

Graça e Paz meus irmão, pensando na reforma que a consciência reformada gera naqueles que entendem e creem assim!

David Sander Soares Pinheiro

sexta-feira, 16 de março de 2012

INSTITUIÇÃO, DEVOÇÃO E CORAGEM






Muitos dizem que o o sistema institucional da igreja é um problema, (eu sou um deles), porém na época dos apóstolos eles eram mortos e isso não era problema para eles! Na verdade o que é de fato problema é a nossa total falta de devoção perante Deus e a nossa falta de coragem perante os homens!



Saiba de uma coisa: A verdadeira devoção perante Deus gera coragem perante os homens! Leia as várias biografias dos puritanos, reformadores, heróis da fé, etc... De onde vinha aquela grande coragem que desafiava a própria segurança e não poupava nem as suas próprias vidas? Aquela coragem que todos tinham não era fruto de uma explosão de testosterona e nem um excesso de raiva! Pelo contrário, ela  era precedida de uma vida de intensa devoção! Mas essa devoção não tinha somente um fim para aquele que a experimentava! Não, ela era combustível, verdadeira bomba (dunamis) para alimentar a proclamação da verdade! Pois de fato a verdade sempre foi e sempre será proclamada dessa forma (com força), basta lermos a bíblia e os livros de história da igreja, quando a verdade era proclamada era como se uma bomba fosse lançada do céu sem cuidado nenhum sobre as mentes alienadas dos frágeis homens que se juntam com a mentira diabólica do poder humano e terrestre! A verdade mata, mas também ressuscita!



Se a verdade de Deus não for proclamada por você hoje, ela nunca será!


Quem se corrompe hoje para poder falar a verdade amanhã nunca a falará! Pois a verdade exige um preço para ser proclamada, que vivamos em verdade, e o que será verdade amanhã já foi ontem e é hoje!


Nele,
que foi, é e sempre será verdade de Deus Hb 13:8




Jackson Jacques

quinta-feira, 1 de março de 2012

2012 É O ANO DA PANACEIA





Estamos nos auspícios do culto a deusa Panaceia que ocorrerá este ano em todos os municípios brasileiros, nos dias 7 e 28 de outubro. Digo isto porque na mitologia grega, Panaceia (ou Panacea em latim) era a deusa da cura. O termo Panaceia também é muito utilizado com o significado de cura universal ou a solução para todos os problemas.
Paneceia era neta de Apolo, filha de Asclépio (ou Esculápio para os romanos) e Lampécia, seu pai que se tornou deus da medicina teve outros filhos a saber, Íaso a curandeira, Higéia (de onde deriva a palavra higiene) e os dois lendários médicos Macáon e Podalírios. O nome Panaceia formou-se com a partícula compositiva pan (todo) e akos (remédio), em alusão ao fato de que ela era capaz de curar todas as doenças. Pois é exatamente este culto que está prestes a ser realizado neste ano eleitoral, aonde teremos candidatos na esfera municipal pleiteando vagas para o legislativo (vereadores) e para o executivo (prefeito). Haverá um festival de promessas panaceianas, soluções para todos os problemas aparecerão, a fórmula mágica é vote em mim, a televisão em canal aberto vira um horror é de enjoar os jingles seriam cômicos se não fossem tão escarnecedores do bom senso do eleitorado!
Contudo, nada nisto é novo, pois, somado ao histórico desafio de amadurecimento da consciência democrática brasileira tenho o desgosto de me deparar com a versão gospel dessa coisa. É nesse ano que o culto a panaceia é incorporado na liturgia da instituição religiosa (ou igreja se preferir) é nesse ano que o púlpito vira palanque e que o rebanho de Cristo é transformado em curral eleitoral. É neste ano que presenciaremos, e digo isso com muita dor, homens que cotidianamente se levantam para falar no Evangelho com paixão, intrepidez, ousadia e até demonstram estar entregues mas curvar-se-ão a panaceia em outubro! E por que? Vergonhosamente querem a “benção” do CC (o cargo de confiança) a simonia do mundo pós-moderno. Homens que deveriam estar zelando pelo povo de Deus, pois sobre os tais repousa esta incumbência (At 20.28-31; Hb 13.7,17). Estes serão transformados em cabos eleitorais, venderão a credibilidade do candidato para o rebanho ao preço do voto, não há projeto, não há lucidez social no processo, só a indicação do “sacerdote cabo eleitoral” em prol de sei lá o que mas isso não é relevante quem precisa saber? Não é o bem comum que é objetivado e sim o bem de alguns e alguns poucos, bem poucos.
Não estou demonizando o processo político, muito pelo contrário a cada dia que passa agradeço a Deus por estar vivendo em um regime democrático, entretanto, não aceito a forma como isso acontece no meu país e em especial na comunidade evangélica brasileira da qual faço parte.
O que gera em mim mais indignação e vergonha é que a panaceia na versão gospel não apresenta solução nenhuma é porque é, é tabu é decreto é dogma (e isso que nos ufanamos de não estar mais debaixo da obscuridade teológica do catolicismo), gente sem currículo de luta pelo bem comum vem e vai ser apresentada, digo, indicada, digo, empurrada goela abaixo e quem vai fazer o serviço sujo? Aqueles que tem o dever de cuidar, orientar, nutrir, conduzir ao caminho da maturidade (Ef 4.11-14) estes mesmos é que proporcionarão tudo para que aconteça o culto a panaceia. A pedofilia é um tema que tem embasbacado o mundo ultimamente, pois é, teremos uma enxurrada desta pratica em outubro, só que porém em uma apresentação institucional e isso dentro das instituições religiosas.
A instituição religiosa que leva o nome de igreja não existe para este fim antes ela é apenas a organização social e legal que deve viabilizar o trabalho da Igreja de Cristo ela (a instituição religiosa) deve ser um meio, um canal para a expressão do corpo de Cristo e não um fim em si mesma. Concordo com o Pr. Ariovaldo Ramos quando diz que a instituição religiosa trai a Igreja quando assume um papel que não é o seu.
Se tu está me achando radical eu até entendo, mas aprendi com Jesus a ter fome e sede de justiça (Mt 5.6) foi Jesus quem me ensinou a buscar a justiça (Mt 6.33) e Paulo, o apóstolo é quem ensina que a justiça é um dos elementos que definem o Reino de Deus (Rm 14.17). Não aceito a injustiça que é praticada em nome de Deus e com o povo de Deus, não sou conivente com ela e não me calarei covardemente como muitos estão fazendo!
Pastores ensinem os princípios do Evangelho e deixem que as pessoas que compõem o rebanho exerçam o seu direito democrático com discernimento, lucidez, com a mente de Cristo sem as manipulações sem o pano de fundo dos “interésses” escusos como costumava dizer o saudoso político gaúcho Leonel de Moura Brizola.
O culto a panaceia está ai mas que sejamos sóbrios e vigilantes e como disse Pedro: “Amados, não estranheis a ardente prova que vem sobre vós para vos tentar, como se coisa estranha vos acontecesse; Mas alegrai-vos no fato de serdes participantes das aflições de Cristo; para que também na revelação de sua glória vos regozijeis e alegreis. Se pelo nome de Cristo sois vituperados, bem-aventurados sois, porque sobre vós repousa o Espírito da glória de Deus. Que nenhum de vós padeça como homicida, ou ladrão, ou malfeitor, ou como que se entremete em negócios alheios; Mas se padecer como cristão não se envergonhe, antes glorifique a Deus nesta parte. Porque já é tempo que comece o julgamento pela casa de Deus; e, se primeiro começa por nós, qual será o fim daqueles que são desobedientes ao evangelho de Deus?” (1Pe 4.12-17).
Precisamos de muito discernimento, lucidez e coragem para que a panaceia não continue sendo uma palhaçada aonde quem vai pagar a conta no final somos eu e tu.

David Sander Soares Pinheiro      

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

A GRANDE INIMIGA DA “IGREJA” BRASILEIRA







O crescimento da igreja evangélica no Brasil é inegável, segundo as estatísticas em meados de 2025 o Brasil será um país de maioria evangélica. Alguns poderão dizer que isto é uma grande vitória, e que devemos nos alegrar. 

Mas penso que não é bem assim. Tendo em vista qual “igreja” está crescendo tanto, fica bem claro em minha mente, que no futuro esta “maioria” terá um grande inimigo, ou melhor, uma Inimiga.


Não será a grande mídia, a mídia vai para onde vão as massas, e não é em vão que as propagandas de cantores gospel surgem em meio aos intervalos das novelas globais. Alias a rede em questão já anuncia um especial de fim de ano gospel. Quanta diferença de uns anos atráz. Não será também a política, pois políticos evangélicos existem aos montes por este país, e nas ultimas eleições para presidente da república, os evangélicos foram disputados acirradamente. Em muitos lugares eles têm sido o fiel da balança na hora da decisão. 

Quem será então essa terrível inimiga? Lamento dizer que será a BÌBLIA SAGRADA. Lamento não por que desgoste da bíblia, lamento porque este evangelho que cresce tanto no Brasil, cresce fora da Palavra de Deus. É um “evangelho” sem Evangelho, uma fé sem base. Um “cristianismo” sem Cristo. (desculpem a quantidade de aspas, mas estas palavras só podem assim ser descritas).

O novo crente no Brasil esta aprendendo a ser ganancioso nas “fogueiras santas”, e nos carnês da multiplicação. Aprendem a ser supersticiosos com rosas “ungidas” e pães “consagrados”. Até mesmo as pessoas que deixam sua religião, vêm agora paras igrejas e atendem as pessoas como faziam antes, só que agora dentro dos templos. Estamos vendo quase que uma contra reforma protestante, voltaram muitas destas igrejas aos ídolos, só que hoje eles são, rosas, pães, sabonetes, carnes, pulseirinhas,velas para espantar mau olhado e tantos quantos a mente criativa dos homens puder inventar. 

O que mais me choca é que as igrejas, até então sérias, têm se deixado levar por essa concorrência, com medo de perder seus fieis, inventam e inovam. Estão perdendo a doutrina por modismos, (NÃO ESTOU FALANDO DE USOS E COSTUMES). Reuniões temáticas de toda espécie sem nenhum objetivo claro sobre tudo bíblico, alem o de atrair pessoas para o templo, o ensino das Escrituras deixado de lado em prol das sensações. 

Seremos um país de maioria evangélica, mas lamento dizer que não seremos um país de mais caráter, honestidade, igualdade ou justiça social. Os novos evangélicos são ensinados (e mal ensinados) a respeito do que Deus pode fazer por eles, e não a respeito do que eles devem fazer se professam serem filhos de Deus. 

Que Deus nos ajude, há resistir os dias maus que virão, e que os verdadeiros crentes não sejam confundidos, com os evangélicos modernos, 

Deus reparta sua graça, e guardem a fé
. 
Diego Duarte

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

O QUE É O CLUBE SANTO?



UM BREVE HISTÓRICO


No ano de 1729, na Universidade de Oxford, Inglaterra, um grupo de estudantes cristãos, passam a se reunir regularmente para fazer orações, leituras, visitas e estudos, no contexto da Universidade de Oxford. O próprio John Wesley lembra pontualmente as origens do Clube Santo: “Em novembro de 1729, data em que fui residir em Oxford, meu irmão, outros dois jovens cavalheiros e eu fizemos um acordo de nos reunirmos três ou quatro vezes por semana. Nos domingos à noite, líamos sobre teologia, e nas outras noites, os clássicos gregos e latinos” [Cf. J. Wesley, Obras de Wesley, Tomo V]. Livros como A Imitação de Cristo de Tomas de Kempis e O Viver e o Morrer Santo de Jeremy Taylor desafiaram estes jovens a uma vida de consagração a Deus. O grupo, além dessas reuniões, visitava frequentemente os presos de Castillo. Não demoraram a perceber outras necessidades ao redor e passaram assim a visitar pessoas enfermas e a comungar com a maior frequência possível. Diante da necessidade de três famílias pobres, o grupo passou a prestar-lhes auxílio, conforme a possibilidade de cada um [Cf. J. Wesley, Obras de Wesley, Tomo V]. O grupo nunca cresceu muito, variando entre 10 a 15 membros, com um máximo de 25.
Este grupo ficou conhecido jocosamente pelos colegas universitários de "Clube Santo", e alguns alunos, notando que os membros do grupo tinham horário e método para tudo que faziam, daí os tacharam como “metodistas”. Entre os jovens que integravam este grupo estava Charles Wesley, irmão de John Wesley, foi quem de fato iniciou o Clube Santo o conhecido homem do coração dançante que compôs cerca de 9.000 hínos e poemas, sobre ele é dito que “foi o maior compositor da igreja”, também George Whitefield que por falta de recursos financeiros foi designado como servo de um maior número de estudantes classificados. Seus deveres incluiriam acordá-los na parte da manhã, polir os seus sapatos, carregando seus livros e até mesmo fazer o seu curso. Todavia esse “bolsista” ajudou a espalhar o Grande Despertar na Grã-Bretanha e, principalmente, nas colônias britânicas norte-americanas. Seu ministério teve enorme impacto sobre a ideologia americana. Repetidas vezes, ele teve de pregar fora dos portões do templo pelo simples fato de sua pregação apaixonada ser muito distante da usual formalidade dos pastores daquele tempo. Ele chegou a ser agredido em algumas ocasiões. Na cidade de Basingstoke, por exemplo, foi espancado a pauladas. Em Moorfield, destruíram a mesa que lhe servia de púlpito. Em Exeter, durante uma pregação para dez mil pessoas, Whitefield foi apedrejado. Nada, porém, podia conter aquela mensagem. A influência de Whitefield cresceu de tal forma que ele era capaz de manter atentas 20 mil pessoas, encantadas com seus sermões, por mais de duas horas. Durante 34 anos, a voz de George Whitefield ressoou na Inglaterra e América do Norte. Era um evangelista agressivo que cruzou o Oceano Atlântico 13 vezes a fim de proclamar a salvação também na América. Ele se tornou o pregador favorito dos mineiros de carvão e dos valentões de Londres porque ia até eles em vez de esperá-los dentro das igrejas.


SUA INFLUÊNCIA PARA NÓS


Estes jovens em sua época foram relevântes por uma série de fatores, que gostaríamos de pontuar:
1º – Estes jovens uniram-se e reuniam-se movidos por um profundo desejo por Deus e o fizeram para a glória de Deus.
2º – Por meio da vida destes jovens somos desafiados a usar nossos dons, talentos e capacidades para a glória de Deus. Sobre tudo neste período pós-moderno marcado pela secularização e o relativismo aonde cada vez menos há espaço para a fé bíblica em especial no mundo acadêmico.
3º – Os jovens do Clube Santo tinham uma consciência para além das fronteiras denominacionais, pois nunca foi seu objetivo criar uma denominação. Com isso não ignoramos os desdobramentos históricos apartir do Clube Santo.
4º – Eles nos mostram que é possível continuarmos irmãos e amigos mesmo que não concordemos em tudo no que seja não fundamental à salvação! Por exemplo John e Charles discordavam quanto à avaliação dos pregadores leigos e, sobretudo, quanto ao relacionamento com a Igreja da Inglaterra. George Whitefield e John Wesley discordaram profundamente quanto as questões relacionadas ao Calvinismo e o Arminianismo. Sabendo das suas diferenças doutrinárias, alguém perguntou a Whitefield se ele achava que iria ver o John Wesley no céu. "Temo que não", ele respondeu, "ele estará tão perto do trono eterno, e nos tão distantes, que quase não veremos ele".
5º – Estes jovens do Clube Santo de 1729 denunciam a apatia covarde e apostata desta geração de jovens cristãos que se encontra cada vez mais amasiada com o espírito deste século tendo portanto a sua boca vedada por sua própria falta de consagração a Deus!
6º – Deus por meio destes jovens mais uma vez na história nos mostra que a consciência pragmática do nosso tempo é incoerente com a lógica divina. Os resultados e tamanhos não determinam o que é certo ou abençoado por Deus antes a verdade do Evangelho em Cristo é o aferidor de todas as coisas e apartir deste fundamento é que as coisas podem ou não acontecer conforme a vontade de Deus.
7º – Na vida detes jovens podemos ver o carinho de Deus em usar o vigor da juventude para imprimir a marca da Sua Graça ao longo das gerações! Nunca houve uma significativa revolução ou despartamento espiritual em que os jovens não estivessem envolvidos.
8°- Cada um dos colaboradores deste blog, tanto fixos quando eventuais, obviamente, está ligado a uma denominação cristã. Entretanto reafirmamos nosso compromisso não denominacioal, e o desejo que temos, de ser o mais bíblicos e imparciais que nossa natureza humana, submetida a boa graça de Deus nos permitir.


NOSSA PROPOSTA


Este blog tem por objetivo, utilizar o espaço virtual para:
1º – Promover diálogo, reflexão, esclarecimento, denúncia numa perspectiva evangélica. Desafiar, motivar, mobilizar apartir dos exemplos bíblicos bem como dos exemplos registrados em toda a história da igreja.
2º – Agregar tantos quantos queiram participar deste espaço e que tenham maturidade para em batalhando pela verdade do Evangelho discirnam entre o que é fundamental e o que não é, não permitindo que questões secundárias a fé salvífica nos separem, muito embora possa ou venha a ocorrer desacordos que se limitem as doutrinas não fundamentais pois nas doutrinas fundamentais repousa a base da nossa unidade e a verdade está acima da unidade. Como disse Lutero “Onde houver acordo e unidade na Palavra ou na doutrina o resto virá automaticamente”.
3º – Fazer parte e estar em contato com todos aqueles que percebem que o descontentamento com o estado de coisas é uma ação de Deus no coração de Sua Igreja!
4º – Divulgar e disponibilizar dentro do possível materiais (livros, artigos, audios, vídeos) que possam edificar o povo de Deus.


Bem Vindo!
Clube Santo